O Carioca fala Cara
O Paulista fala Meu
O Capixaba fala ... Eiii
Foi uma entrevista bastante objetiva. Mr. Log parecia muito stressado e foi muito sincero: Olha, tem uma pessoa que estamos aguardando a resposta. Se ela furar, você entra. Ok?
Ok. Ela furou e eu entrei.
A empresa era de armazem alfandegado / porto seco/ Centro de distribuição. Era boa e tinha 200 funcionários e só um defeito, era em vitória...
Os capixabas são as pessoas maravilhosas que deveriam ter nascido no Rio de Janeiro mas não nasceram. Eita povinho que quer ser carioca. Mas a qualificação é muito baixa. A Agel já tinha me falado logo no início. Ela retirou as operações de Vitoria porque havia se decepcionado demais.
No início eu não entendia direito porque o Mr. Log era tão stressado. Com o tempo eu entendi que para mudar os hábitos das pessoas a distância já era difícil, mudar os hábitos de pessoas à distância e ainda capixabas era mais difícil ainda. E isso denotou muita paciência, mas no final ele conseguiu algumas coisas. Outras como prazo de entregas, eles simplismente não respeitavam.
No segundo dia viajei para Vitoria. Tinha que fazer a integração. Fiquei feliz! Enfim uma empresa que investia em mim. Só achei estranho comprarem uma passagem aérea que saía de Viracopos pela Azul as 6:30hs da madrugada. Mas beleza. Peguei o ônibus da Azul do shopping e fui me maquiando no avião. Na semana que eu fui, choveram todos os dias e ficou inviável eu visitar os 3 armazens e só pude ver o maior. Fiquei no escritório de vendas no primeiro dia quase dormindo na frente do computador de uma cara porque a coordenadora me esqueceu. Queria ir para o Hotel dormir um pouco, sabe? Confesso que não teve a dinâmica que eu esperava. Eu estava sedenta por conhecimento. Quando enfim cheguei no Hotel, notei que não era tão bom e fiquei com medo de baratas. Só dormi depois de ter revirado todo o quarto pra ver se não achava nada.
Eu fui em uma terça e voltaria em uma quinta se não fosse pela Chuva. Chuveu tanto que o aeroporto fechou e a Gol mandou todo mundo pra casa e voltar no dia seguinte pela manhã. Estava meio desesperada porque nem roupa eu tinha. Esta noite, resolvi pedir uma pizza. A grande surpresa foi que quando bateram na porta do quarto e abri... estava lá o motoboy da Pizzaria... na porta do meu quarto! Vocês acreditam nisso? Afff. No dia seguinte me arrumei como pude e fui ao aeroporto. Como já comentei, faço amizade até na fila do banco e no aeroporto eu tinha conhecido 2 caras muito gente boa. Ficamos conversando por horas esperando alguma notícia e a única que sabíamos era que a chuva acabaria somente no domingo. Era véspera de Feriado de finados e eu não queria ficar presa em Vitória. Foi quando esses dois caras gente boa resolveram, juntamente com o diretor, irem de carro para São Paulo. Me convidaram e eu aceitei. Seriam 16 horas dentro do carro com gente que eu nem conhecia. Rezei um Pai Nosso e fui. Pois foi uma das melhores viajens que já fiz. Os caras eram uns gentlamen e cantaram todas as músicas da década de 80, desde balão mágico, até Titãs. Fiquei bem a vontade e cheguei até a dormir na viagem. Chegamos no sábado pela manhã em Sampa. Depois, mandei uma mensagem de agradecimento dizendo: - Por vocês serem muito legais, resolvi deixa-los viver! hahahahaha.
A empresa também tinha uma filosofia de sistema de castas, ou seja, diretor só fala com diretor, gerente só fala com gerente. Em visitas com o diretor, o próprio diretor queria a presença do gerente, e não do vendedor responsável pela conta. Isso me deixava PUTA porque quem trabalhava com o cliente era eu. Mas o Mr. Log sempre dava um jeitinho de me mostrar como isso tudo era muito pequeno e eu entendia, porque nunca havia trabalhado em uma empresa deste porte sendo familiar.
Tinha a Cidão. Ela era do RH do Paraguay, ou seja, RH de mierda !! ela tava mais para a noiva do Chuky que para RH. Afff sem a menor sensibilidade. Lembrava a TOC. E é só o que vou comentar.
Era um emprego que eu conseguiria aprender alguma coisa nova e aumentar minha empregabiliddae. Por varias vezes eu falava com o Mr. Log: Até que enfim alguma coisa nova para aprender. E ele muito esperto já me colocava pra fazer o estudo do mercado, resumos, relatórios e tudo que eu pudesse devorar. Na pior das hipóteses eu aguentaria 2 anos e bye bye. Assim saberia sobre todas as coisas importantes no ramo da Logistica.
Era uma empresa familiar e uma das donas era muito doida. Um dia ela ligou as 6 h da tarde de uma sexta feira e berrando me falou: Você não me saia daí! Hahahaha. Eu parei e ri. O que eu iria fazer. Ela era completamente doida. Muito boa pessoa, mas doida. Ela levava muito ao pé da letra as coisas que falavam pra ela. Acreditava em tudo que era fofoca. Bem, talvez não acreditasse, mas colocava agente em uma posição de erro. Então era sempre um pânico querer convence-la que ela estava errada. Teve um dia, logo no incio que ela estava com o conselho da empresa. Pediu água para todos e eu gentilmente levantei para pegar os copos e a água. Ela olhou pra mim como uma rainha olha para seus suditos e disse: Há pingos nos copos fora da linha da água!Nossa! Eu quase cuspi dentro dos copos. Ela tinha um poder de fazer agente se sentir um lixo com coisas que não tinham a menor importância e levava isso para o lado profissional, sabe? Apartir daí eu disse que nunca mais serviria conselho nenhum. E a Prima entendeu o porquê.
O Mr. Log era engraçado. Lembrava um pouco o Basel no empreendedorismo. Mas graças a Deus era só nisso mesmo. Ele respeitava as minhas opiniões, mas se eram diferentes das dele, simplesmente tentava me convencer para que, convecida, eu fizesse o trabalho da forma que ele queria. Faço isso com a minha filha hoje. Muito interessante.
Extremamente político mas quando dava os 5 minutos ele quase pedia demissão. Também com a Doida no pé, não tinha quem não tivesse 5 minutos. Tinha que deixá-lo calmo e conversar bastante, porque sem ele as coisas piorariam bastante pra mim. As pessoas eram realmente desqualificadas e em São Paulo teria somente a Prima que só precisa cuidar de si mesma e mandar motoboy fazer as coisas para a familia.
A Prima é uma graça. Tinha uma história de vida parecida com a minha. Mas eu não tenho as dificuldades com relaçaõ à familia que ela tem. Esse lance de depender de um lado da familia que é rica, é muito ruim pra ela. Mas se é assim, eles devem saber o porquê. Resolvia tudo na simpatia porque com o pessoal de Vitória é assim que tem que ser. Ninguém é muito profissional para entender sobre os conflitos. Mas eu nunca acreditei que o que eu acho certo, tenho que fazer errado para que dê certo, entende? Essas coisas de cumpadres é muito ultrapassado pra mim.
Com o Mr. Log eu aprendi um pouco de politicagem. Mas só até onde meu estomago aguenta e ele não aguenta muito e nem quero que aguente tanto. Todos tem seu limite e o meu é muito curto. Ele me perguntava o que eu queria da vida e eu respondia: Largar tudo!
Ser Psicóloga e me dedicar aos pobres, ou;
Fazer faculdade de História e seguir carreira acadêmica, ou;
Ser uma executiva de uma multinacional bem sucedida e viajar o mundo (hahahahaha).
Mais ou menos como Casar ou comprar um bike.
Ele me fez refletir sobre as coisas da vida. Me enriqueceu mais do que qualquer gerente que tive.
Aprendi também que existem tecnicas que as pessoas usam para me abalar emocionalmente. Que isso é tecnica mesmo! Tem até curso pra isso!Carajo! Passei a vida achando que as pessoas faziam as coisas sem querer, mas de acordo com Mr. Log, as pessoas que me subjulgaram e diminuiram faziam isso propositalmente. Fiquei Bege.
Então passei a analisar as coisas com um pouco mais de frieza. Antigamente eu não queria saber muito das coisas para não me aborrecer, mas agora eu enfrento as coisas de frente e ainda quero saber de tudo porque é esse tudo que vai fazer com que eu tome a atitude estratégica correta para não deixar que as coisas me atinjam. Vocês entederam? Sun Tzu dizia isso no livro a Arte da Guerra: Temos que conhecer os nossos "inimigos".
Mas ele não era perfeito e quando encontrava uma virgula errada, já dizia que o trabalho estava todo errado. Aí eu dizia: Todo errado aonde? Me mostra. E era só uma virgula. Hahahaha. Cada um tem seu jeitinho mesmo, e nos dias em que isso acontecia, com certeza ele não estava 100% em paz.
Discutíamos muito. As vezes eu ficava puta.. as vezes ele ficava puto, mas a gente sempre concordou em uma coisa: Os conflitos são para o nosso crescimento. Gostavámos de trabalhar juntos e faziamos uma boa dupla. Bom.. pelo menos ele tinha com quem filosofar, trocar idéias e etc. Uma das nossas maiores discurssões era que ele pegava MUITO leve com o pessoal do atendimento ao cliente. Ele dizia que as mudanças tinham que ser muito devagar, caso contrário ele não teria aliados. Eu achava que ele poderia ser mais enérgico. Depois eu entendi que a Doida, que era diretora e DONA da empresa, gostava de algumas pessoas em especial. E era essas pessoas que o Mr. Log se referia sobre entrar em conflito. Então não adiantava ser mais enérgico e deixar o lance de cumpadres de lado, se o exemplo vinha de cima. Que palhaçada! Afff
Nesta empresa havia o Gostosão do projeto (pseudônimo aqui escolhido pelo próprio). Ele também foi muito importante para que eu desenvolvesse meu trabalho inicial nesta área de Logistica em armazéns. Acho que ele estava tão acostumado com a incompetência dos outros por lá que não se importava com as minhas perguntas idiotas ou sem sentido. Logo saiu da empresa e colocaram uma garota que se tivesse saco, estaria sem de tanto coçar. Um dia me senti bastante incomodada porque me tratava como se eu não soubesse absolutamente nada. Não me sentia a vontade para pedir nada e nem comentar nada com ela. Com o Gostosão era diferente. Um grande cara. Tem um futuro maravilhoso pela frente. Já a Chatinha... sei lá.
Mas logo meus planos teriam que mudar! Que pé frio!
Amiga, sempre adoro ler seu blog! Ah, meu nome tá errado nesse post. É "Angel" e não Agel...hahaha
ResponderExcluirBjs, love you!
tem razão Amiga ANGEL! hahahaha Mas não vou corrigir! Quero que saibam que você está acompanhando. hahahaha
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