"Better be a King in the hell than a Server in the heaven"
"Melhor ser o Rei no inferno do que um Servo no céu"
Livro: Sea Wolf - London, Jack
Era assim que eu me sentia. Ganhava bem menos do que os empregos que me garantiriam uma projeção e estava feliz como nunca, mas o Fofinho foi embora e no lugar dele entrou a Chilena naturalizada Brasileira.
A Chilena era muito muito legal. Bonita, jovem e com a equipe toda a apoiando por pedido da Argentina. Alguém tinha que dirigir a empresa.
Mas dezembro e as festas passaram e era impossível não compara-los...O Fofinho ia fazer visitas no Rio de Janeiro de carro. A Chilena ia de avião. O Fofinho chegava cedo e sempre avisava aonde ia e se precisaríamos do carro. A Chilena chegava tarde e algumas vezes perdíamos a visita porque ela ficava com o carro e se você perguntasse naturalmente onde ela estava, ela respondia: O que você quer?
Com um política de cumpadre ela benificiava uns e não outros. Nesse momento as coisas começaram a me incomodar, mas de uma forma muito estranha. Descobrí que eu era mais vaidosa do que imaginava.
A Chilena era assim: Deixava a Toc tomar conta de tudo que enchia o saco dela. A Toc era coordenadora administrativa e tinha muita confiança dos Super Marios Bros. Ela passou a perna no Pablo e assumiu o lugar dele. O Pablo era do tempo do Fofinho. Vou chamá-la de Toc porque tem toc mesmo (transtono obsessivo compulsivo). Ela era gente boa, fora da empresa, porque dentro ela era muito chata. Mas até aí: cada um no seu quadrado.
Na época todos tinham uma chave e resolveram tirar. Pô! Tiraram a minha chave! Logo a minha chave? Eu precisava muito dela. Passei mal de raiva e cheguei em casa P da vida quando vi uma amiga minha on line e ficamos conversando por uma hora sobre a droga da chave. Essa amiga me acompanha desde a primeira empresa que trabalhei na área. Vou chama-la de Angel. A Angel me fez ver que era uma bobagem e que eu poderia ir pra casa trabalhar tranquilamente uma vez que a empresa fornecia nextel com linha. Se eu precisasse ligar... ligaria do celular. Depois desta, nunca mais perdi contato com a Angel. Inclusive ela tornou-se cliente da empresa argentina.
Outra vez a Chilena beneficiou uma menina com um computador novo com tela de plasma e eu fiquei com a minha carroça. A Menina tinha seu valor, mas na importância a tela de plasma deveria ser minha por merecimento. Mas não. E aconteceu a mesma coisa com celular. E as contratações eram as piores possíveis. O filho do amigo foi contratado e ainda pagavam a faculdade dele. Mas quem pagou a minha pós? Euzinha. Mas beleza... A Toc não concordava, mas não falava porque não queria a Chilena no quadrado dela.
Veja bem. Não estou querendo me justificar porque com o que eu tinha, fazia meu trabalho da mesma forma. Mas sempre acreditei em ter as coisas por merecimento. Como alguém iria querer ser como eu ou melhor, se eu não tinha qualquer vantagem? Por que trabalhar tanto e se comprometer tanto, se não tinha benefícios diferentes? Para receber um tapinha nas costas e falarem: Muy bien Patri? Além do mais... ninguém queria aprender nada se era pra ser assim.
Eu queria mais. Em Março fui promovida a coordenadora. Além do muy bien Patri recebí um substancial aumento salárial de R$200. hahahaha. Passou da linha e o IR comeu meu aumento. Ai Ai Ai eu tenho que rir.
Após uma análise, decidi que para a área de importação a estrutura: vendas, atendimento e operacional não estava funcionando bem. As informações de vendas não chegavam no operacional da forma correta. Então, o jeito era qualificar o operacional para atendimento e o atendimento para o operacional, transformando as 2 posições em 1. Não sobrecarregaria porque manteríamos as 2 profissionais. O Argentino não só aceitou como achou uma ótima ideia: Muy bien Patri!
Queria tirar 30 dias de férias. Eu estava precisando muito. Mas o Argentino achou por bem tirar somente 2 semanas e eu aceitei porque nunca conseguí dizer não pra ele. Afinal de contas era Abril e a Ásia começava a bombar. Fui para Búzios, mas tinha uma apresentação em um sindicato de auto peças que uma amiga conseguiu pra nós. Era uma grande oportunidade de mostrar a empresa, e ainda de graça, para um dos maior seguimentos do mercado importador e exportador. A Chilena falou que faria tudo. Fiquei tranquila até a apresentação chegar no meu laptop no aconchego do meu lar. Nunca tinha visto uma coisa tão mal feita na minha vida e como que possuida pelo "coisa ruim" respondí que estava fraca. Noooooossaaaaa! Não satisfeita liguei pro Argentino e disse que estava uma porcaria e que tinha vergonha de apresentar aquilo para o maior sindicato de empresas de auto partes do Brasil. Ela apresentou e se saiu bem. Pelo menos isso, né? Mas nossa relação tinha acabado alí (claaaro).
Quando voltei das férias tinham contratado uma menina nova para o departamento. Gente! O que eu vou contar agora foi real. Vou chama-la de Devil e vocês saberão o porquê.
A Devil falaaaava estranhôôôô, falava assiiiiim, saaabe? Mas fazendo o trabalho direito ela podia falar cuspindo que eu não tava nem aí (não.. cuspindo também não, vai! Mas vocês entenderam). Mas ninguém tinha informado pra Devil qual era o trabalho dela e tinham feito a minha caveira. Como me disse um RH: "A única pessoa de uma empresa que não tem inimigos é o peão. O chefe do peão já tem o peão como inimigo". E do momento em que eu pisei na empresa, ela não me tratava bem. Até que um dia eu peguei alguns trabalhos mal feitos e disse: Peraí! eu preciso ver o que vocês estão fazendo. Se alguma coisa acontecer será minha resonsabilidade também.
Geeeente! Ela levantou a voz pra mim e me disse:
- Quem é você? Você não é ninguém pra mim;
- Você não serve pra nada;
- Só serve pra vender;
- Faz o seu trabalho e vai vender!
- Você acha que vou baixar a cabeça pra você?
- Não vou!
Não falei nada. Peguei minhas coisas e saí porque meu marido já estava me esperando na garagem. Chorei... chorei.. e eu nem dormi de tanto chorar. Fui trabalhar abaladíssima. Ela era uma louca.
Não falava com ela até que ela me perguntou com a maior naturalidade do mundo se eu iria ficar sem falar com ela. E eu respondi: Você destratou a única pessoa que poderia te ajudar dentro desta empresa e respondendo a sua pergunta: não. Não vou mais falar com você.
Eu comuniquei o Argentino. Tentaram ensina-la mas não teve jeito. Ela mesmo pediu as contas e foi embora. Que pesadelo.
"Melhor ser o Rei no inferno do que um Servo no céu"
Livro: Sea Wolf - London, Jack
Era assim que eu me sentia. Ganhava bem menos do que os empregos que me garantiriam uma projeção e estava feliz como nunca, mas o Fofinho foi embora e no lugar dele entrou a Chilena naturalizada Brasileira.
A Chilena era muito muito legal. Bonita, jovem e com a equipe toda a apoiando por pedido da Argentina. Alguém tinha que dirigir a empresa.
Mas dezembro e as festas passaram e era impossível não compara-los...O Fofinho ia fazer visitas no Rio de Janeiro de carro. A Chilena ia de avião. O Fofinho chegava cedo e sempre avisava aonde ia e se precisaríamos do carro. A Chilena chegava tarde e algumas vezes perdíamos a visita porque ela ficava com o carro e se você perguntasse naturalmente onde ela estava, ela respondia: O que você quer?
Com um política de cumpadre ela benificiava uns e não outros. Nesse momento as coisas começaram a me incomodar, mas de uma forma muito estranha. Descobrí que eu era mais vaidosa do que imaginava.
A Chilena era assim: Deixava a Toc tomar conta de tudo que enchia o saco dela. A Toc era coordenadora administrativa e tinha muita confiança dos Super Marios Bros. Ela passou a perna no Pablo e assumiu o lugar dele. O Pablo era do tempo do Fofinho. Vou chamá-la de Toc porque tem toc mesmo (transtono obsessivo compulsivo). Ela era gente boa, fora da empresa, porque dentro ela era muito chata. Mas até aí: cada um no seu quadrado.
Na época todos tinham uma chave e resolveram tirar. Pô! Tiraram a minha chave! Logo a minha chave? Eu precisava muito dela. Passei mal de raiva e cheguei em casa P da vida quando vi uma amiga minha on line e ficamos conversando por uma hora sobre a droga da chave. Essa amiga me acompanha desde a primeira empresa que trabalhei na área. Vou chama-la de Angel. A Angel me fez ver que era uma bobagem e que eu poderia ir pra casa trabalhar tranquilamente uma vez que a empresa fornecia nextel com linha. Se eu precisasse ligar... ligaria do celular. Depois desta, nunca mais perdi contato com a Angel. Inclusive ela tornou-se cliente da empresa argentina.
Outra vez a Chilena beneficiou uma menina com um computador novo com tela de plasma e eu fiquei com a minha carroça. A Menina tinha seu valor, mas na importância a tela de plasma deveria ser minha por merecimento. Mas não. E aconteceu a mesma coisa com celular. E as contratações eram as piores possíveis. O filho do amigo foi contratado e ainda pagavam a faculdade dele. Mas quem pagou a minha pós? Euzinha. Mas beleza... A Toc não concordava, mas não falava porque não queria a Chilena no quadrado dela.
Veja bem. Não estou querendo me justificar porque com o que eu tinha, fazia meu trabalho da mesma forma. Mas sempre acreditei em ter as coisas por merecimento. Como alguém iria querer ser como eu ou melhor, se eu não tinha qualquer vantagem? Por que trabalhar tanto e se comprometer tanto, se não tinha benefícios diferentes? Para receber um tapinha nas costas e falarem: Muy bien Patri? Além do mais... ninguém queria aprender nada se era pra ser assim.
Eu queria mais. Em Março fui promovida a coordenadora. Além do muy bien Patri recebí um substancial aumento salárial de R$200. hahahaha. Passou da linha e o IR comeu meu aumento. Ai Ai Ai eu tenho que rir.
Após uma análise, decidi que para a área de importação a estrutura: vendas, atendimento e operacional não estava funcionando bem. As informações de vendas não chegavam no operacional da forma correta. Então, o jeito era qualificar o operacional para atendimento e o atendimento para o operacional, transformando as 2 posições em 1. Não sobrecarregaria porque manteríamos as 2 profissionais. O Argentino não só aceitou como achou uma ótima ideia: Muy bien Patri!
Queria tirar 30 dias de férias. Eu estava precisando muito. Mas o Argentino achou por bem tirar somente 2 semanas e eu aceitei porque nunca conseguí dizer não pra ele. Afinal de contas era Abril e a Ásia começava a bombar. Fui para Búzios, mas tinha uma apresentação em um sindicato de auto peças que uma amiga conseguiu pra nós. Era uma grande oportunidade de mostrar a empresa, e ainda de graça, para um dos maior seguimentos do mercado importador e exportador. A Chilena falou que faria tudo. Fiquei tranquila até a apresentação chegar no meu laptop no aconchego do meu lar. Nunca tinha visto uma coisa tão mal feita na minha vida e como que possuida pelo "coisa ruim" respondí que estava fraca. Noooooossaaaaa! Não satisfeita liguei pro Argentino e disse que estava uma porcaria e que tinha vergonha de apresentar aquilo para o maior sindicato de empresas de auto partes do Brasil. Ela apresentou e se saiu bem. Pelo menos isso, né? Mas nossa relação tinha acabado alí (claaaro).
Quando voltei das férias tinham contratado uma menina nova para o departamento. Gente! O que eu vou contar agora foi real. Vou chama-la de Devil e vocês saberão o porquê.
A Devil falaaaava estranhôôôô, falava assiiiiim, saaabe? Mas fazendo o trabalho direito ela podia falar cuspindo que eu não tava nem aí (não.. cuspindo também não, vai! Mas vocês entenderam). Mas ninguém tinha informado pra Devil qual era o trabalho dela e tinham feito a minha caveira. Como me disse um RH: "A única pessoa de uma empresa que não tem inimigos é o peão. O chefe do peão já tem o peão como inimigo". E do momento em que eu pisei na empresa, ela não me tratava bem. Até que um dia eu peguei alguns trabalhos mal feitos e disse: Peraí! eu preciso ver o que vocês estão fazendo. Se alguma coisa acontecer será minha resonsabilidade também.
Geeeente! Ela levantou a voz pra mim e me disse:
- Quem é você? Você não é ninguém pra mim;
- Você não serve pra nada;
- Só serve pra vender;
- Faz o seu trabalho e vai vender!
- Você acha que vou baixar a cabeça pra você?
- Não vou!
Não falei nada. Peguei minhas coisas e saí porque meu marido já estava me esperando na garagem. Chorei... chorei.. e eu nem dormi de tanto chorar. Fui trabalhar abaladíssima. Ela era uma louca.
Não falava com ela até que ela me perguntou com a maior naturalidade do mundo se eu iria ficar sem falar com ela. E eu respondi: Você destratou a única pessoa que poderia te ajudar dentro desta empresa e respondendo a sua pergunta: não. Não vou mais falar com você.
Eu comuniquei o Argentino. Tentaram ensina-la mas não teve jeito. Ela mesmo pediu as contas e foi embora. Que pesadelo.
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