Beleza... I'm In! A entrevista fora um sucesso e entrei na empresa que representava o armador Italiano. Agora eu estava no topo novamente.
No meu primeiro dia fui informada que eu não seria mais pricing, e sim vendedora de importação. Caramba! me estrepei!
Descobri que na verdade a Fia queria o cargo de pricing para ter o salário de pricing. Coitada, ela assumiu o pricing com mil reais a menos no salário e eu fiquei sendo vendedora com o salário de pricing. Ela era uma pricing muito ruim na verdade. Não fazia estudos de mercado e nem analise do cliente antes de mandar as solicitações para a Italia. Eu fiquei sendo a vendedora de importação e ganhando mais que a média e isso trouxe alguns constragimentos.
Um dia meu gerente - que aqui vou chama-lo de O Taradão - me disse que minha contratação foi estratégica porque a India que trabalhava como controle de alocação estava ficando muito poderosa dentro da empresa e ele queria que eu dividisse o trabalho com ela. Doce ilusão porque ela não abriu a guarda nem um minuto. Ela era boazinha mas nunca acreditei que um profissional que retem informação é um BOM profissional. Acho mesmo que não se garante. Enfim.. fiquei sendo Vendedora de importação.
Cabe dizer que no meu ramo, pricing é mais que vendedor. O pricing é quem decide o que o vendedor vei vender de acordo com as informações dada pelo Board da empresa. Retem informações importantes e é uma peça chave para a tomada de decisão. O vendedor.. vende.
Então... do topo voltei para o meio da pirâmide. Afff...
Este armador tinhas poucas linhas de importação. Caribe e Mediterraneo. Nessa última a participação era de 50% do mercado e qualquer coisa que eu quisesse pegar não era permitido devido as acordos entre os armadores... E do caribe? Bom, se voce me disser o que importar do caribe te dou um prêmio. Então, sobrou pra mim cargas pequenas sem nenhuma importância.
Estava agora no fundo do meio da pirâmide.
Pra piorar a situação toda O taradão era muito tarado. O assédio dele me deixava cada dia mais sem graça e sem saber o que fazer. Eu desviava os olhares. Chegou a me perguntar o que eu pensava quando me olhava nua no espelho e que isso era papo para muito wisky. Um FDP!
Quando deixei claro que não era assim, ele começou a me detonar. Me ignorava e não gostava de nada que eu fazia. Como ele não sabia Inglês, não tinha ideia das mensagens que eram trocadas com a Italia e achava que meu trabalho era ruim.
Apesar dele, o ambiente de trabalho era muito bom e lá encontrei uma das minha melhores amigas que aqui vou chama-la de Santa. A Santa não bebe e nem fuma. Sempre voltava dirigindo o carro das baladas. Mas ela não é santa por isso. É santa porque aguentou uma barra muito pesada minha.
Até aqui, não comentei que tenho uma filha. Nesta época ela estava com 10 anos e veio morar em São Paulo comigo.
Dizem que quando Deus tira com uma mão, ele dá com a outra. Não sei se é exatamente assim mas além da minha filha, arrumei um marido na mesma época (isso é papo pra ouuuutro blog) e fiquei 6 meses com eles e sendo vendedora de importação.
No ultimo mês nesta empresa, eu já dormia chorando e acordava chorando. O que aconteceu comigo? Cadê toda a minha certeza? Eu era uma boa profissional! Sempre respeitei meus superiores e agora eu estava em uma empresa que não aproveitava nem 10% do meu potencial. O despreso dO Taradão e a falta de oportunidade estavam me matando.
Até que um dia... O Taradão me chamou para uma conversa. Confesso que fiquei com medo. E se ele viesse com esses papos de machão novamente? Mas não... tinha me casado com um tenente da PM e ninguém se mete com esposa de polícia em lugar nenhum. Como ele era um puta de um covarde e as estatisticas mostram que uma cara desse ou é broxa ou tem pau muito pequeno a conversa era outra. Mas tão ruim quanto.
Desta vez o papo da demissão foi o pior possível. Ele veio com um papo de que esteve com minha carta de demissão por 3x na mão, mas como ele tinha compaixão não me mandava embora. Disse que eu era uma incompetente e meu trabalho não prestava. Me deu 1 semana para que eu tentasse me enquadrar. Não chorei. Respondi que desconhecia essa pessoa que ele estava se referindo e que não acreditava em nada do que ele falava.
Uma semana depois ele me demitiu por telefone. Disse que não tinha encontrado lugar para mim no grupo e me mandou embora.
É.. como dizia meu amigo Cafucio: Tem dia que de noite é phoda!
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