Nos últimos 6 meses eu tinha engordado uns 10kg. Era muito pra minha cabeça.
Minha filha comigo, meu marido na época era aspirante e as responsabilidades financeiras eram todas minhas. Ganhava um bom salário e conseguia ter uma vida razoavelmente boa, mas beeem razoável. Meu trabalho não rendia. Não era bem quista.
Com a demissão, estava longe do meu objetivo novamente, again, de novo.
Estava com 31 anos e no meu aniversário chamei a maior galera... foram 4 pessoas queridas.
Eu era um fracasso. Tudo o que eu pregava tinha ido por água a baixo. Não era exemplo de nada pra ninguém. Tinha Knowhow. Tinha estilo. Mas não tinha emprego. Era incompreendida e esse mundo coorporativo era nojento. Você não valia nada se não jogasse... e nesse jogo aí, eu nunca fui muito boa.
Coitatinha...
Pronto... entrei em um buraco sem saída.
Depressão atrás de depressão e cheguei a pesar 78kg. Não tirava a camisola, meu marido iria me deixar (na minha cabeça). Não queria falar com ninguém. Ninguém poderia me ver no fracasso absoluto e à sombra do que eu era. Quando queriam me ver, minhas amigas iam lá em casa com uma caixa de cerveja e ficávamos conversando o dia inteiro. Mas tudo que eu falava parecia tão sem sentido. Tudo o que eu acreditava não existia.
Ó vida, ó azar.
Sem salário, sem entrada de $ e com a faculdade pra pagar (que terminei como desempregada), aluguel, colégio particular logo logo tivemos que mudar muito o estilo de vida. Vendi o twingão (a BMW era um sonho impossível) pra cobrir o negativo da conta. Tirei minha filha da escola particular e fumava cigarros do Paraguay. Agora me diz: Gente! Fumar cigarros do Paraguay é o pior... é Trash. É o fim.
Meu marido arrumou outro emprego pra ajudar.
Lembro-me de quando chegou em casa um dia e o almoço não estava pronto e reclamou. Pra quê? Nossa! Eu virei uma onça. Disse que se ele quisesse que casasse com uma cozinheira que eu não tinha sido criada pra ficar cozinhando para os outros.
Vocês entendem que eu era pra ser um sucesso? Que minha foto era para ser capa da Você S/A? E que nunca na minha vida eu teria a vida da minha mãe (da maioria das mães) de ficar cuidando de marido? Afff Me poupe! Jamais!
Quando meu marido sofreu o acidente de moto (nada grave, graças a Deus!) as coisas pioraram mais ainda, porque a moto não era dele. Neste momento parei. Fiquei com medo porque não tinha comida. Como todas as mães do mundo... pode faltar qualquer coisa que dava meus pulos, mas faltar comida pra minha filha? Não não não. Pedi ajuda e mandei minha filha morar com a minha mãe. Minha família tinha sugerido que eu me mudasse para o interior e vivesse por lá. Mas além de não ter comércio exterior, não deixaria meu marido. Não podia. Eu o amava demais e a recíproca era verdadeira. Quem iria me aguentar se não me amasse?
Até novena pra arrumar emprego eu tinha feito.
Foi um ano e meio muito muito muito phoda. O pior aniversário, o pior natal, o pior, o pior, o pior... Olhava pro céu azul da janela de casa e perguntava: O que o Sr. quer de mim? Me ajuda a encontrar minhas respostas.
Na semana seguinte, colocando os livros em ordem ( tirando o pó na verdade, né?) encontrei 2 livros que mudaram minha mente. Ação & Reação e Libertação de André Luiz. Entendi que a resposta estava na minha mente. Entendi que o universo estava me dando o que eu estava dando ao universo. Parece fácil falar, mas manter-se bem era um exercício constante e a leitura me ajudou a afastar pensamentos negativos.
Caramba! Caramba! A Santa me indicou para uma entrevista em uma empresa Suiça, e o amigo do meu marido me indicou para outra e me ligaram!
Tive que aprender muitas coisas pra crescer como pessoa.
Como diz Emmanuel: Não se pode voltar e fazer um novo começo; Mas temos sempre a oportunidade de fazer um novo fim.
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