Devo dizer que ter uma esposa trabalhando até as 3 da manhã não era exatamente o que meu marido esperava e ficou aliviado de acabar o pesadelo. Até aqui, eu não tinha a menor ideia do quão abandonada estava minha família. Quase não via a minha filha e minha mãe. Meu marido e eu não conversávamos muito porque estava sempre trabalhando. Raramente via meus amigos e eles não se conformavam o quanto workaholic eu tinha me tornado.
Mas era Dezembro e desencanei geral.
Fiz algumas entrevistas novamente e o interessante foi uma para trabalhar em uma agência marítima.
Cheguei traquilamente e comecei a falar da minha via profissional , as usual. Só que acredito ser muito segura das coisas que eu falo, porque a moça começou a ficar preocupada com a a minha liderança e da forma na qual me explicava, principalmente quando ela comentava algum problema que passava com um funcionário. Estava terminando a pós graduação e tive vários módulos sobre como gerenciar conflitos e etc. Nada mais natural do que, em um Bate papo, eu aponte as soluções. Bom.. enfim.. agente aprende. Aprendi que não devo ser menor do que sou para arrumar um emprego. Caso contrario, ficarei novamente frustrada e fazia somente 15 dias que estava desempregada. Então, ela acreditava que em um outro cargo em uma outra empresa do grupo eu me adaptaria melhor por ter mais campo para desenvolver a minha liderança. Eu resumo: Ela gostou muito de mim mas não para trabalhar com ela hahahaha!!! Eu iria devorá-la. hahahaha!!! E iria mesmo. Lá lembrava muito a empresa alemã.
Em outra empresa era para ser supervisora em uma agente de carga. Quando cheguei, conversei com 3 pessoas antes de conversar com uma mocinha que tomaria a decisão. Bom, ela era a atual supervisora e percebi que não conseguia controlar o departamento porque acumulava funções. Opa! Era minha oportunidade de me expressar. Afinal de contas, realmente precisavam de mim. Doce ilusão. Já descolada, percebi que não iria dar certo por ser bem mais qualificada que ela. Então, expliquei exatamente o que ela deveria fazer com o departamento de vendas e ela ficou feliz. Ajudei e ficou tudo certo.
Estava com 35 anos. Terminara a pós como desempregada. De novo!
Carro: Parati 98.
Não queria mais trabalhar em agentes de carga. As 2 experiências que tive foram muito ingratas e é um mercado ingrato mesmo.
Fui chamada para uma entrevista na Saúde. Gente! vejam só que roubada. Quando o rapaz me ligou e conversamos, ele me perguntou quais os sites que eu tinha meu CV registrado. Listei uns 10 sites e ele disse: Noooossa! Aí eu achei estranho e perguntei o nome da empresa dele. Ele falou o nome e enquanto conversávamos procurei a empresa na Internet e vi um montão de reclamações sobre ela. Na mesma hora eu falei com o carinha que estava visualizando algumas queixas e tals. Ele disse que não eram verdadeiras. Eu acreditei até porque minha agenda não andava tão lotada novamente e serviria de experiência novamente.
Cheguei em um prédio bonito até. Entrei e me surpreendi. Havia uma mocinha dark total mastigando chicletes e fazendo bolinhas. Um rádio portátil, velho, sintonizado na Mitisubishi FM mais alto que o normal. Exatamente como descreviam nas reclamações. Quando pedi para baixar o volume, a Dark fez cara feia e conseguimos ouvir o que o cara falava com um candidato na baia atrás de nós. Era muito igual ao que as pessoas diziam na Internet. Eles diziam que tinham uma oportunidade e que deveríamos contratar a assistência deles e etc... Parece história de SP TV né? mas era Verdade. Que babacas! Perguntei para a Dark se iria demorar muito e ela disse com a cara de pau que lhe era peculiar: -Só um pouco. Nossa! Peguei minhas coisas, desejei boa sorte aos outros conditados e fui embora.
Aprendi que por mais desesperada que você possa estar por um emprego, essa é a hora que os oportunistas SA-fados vão querer se aproveitar.
Não sou nenhuma Madre Teresa, mas se aproveitar da fragilidade emocional de alguém é um dos piores defeitos dos seres humanos. E ferrar o psicológico de alguém é outro.
Passei um mês em Minas com a minha filha e minha mãe. Foi muito gostoso estar com elas por um tempo, depois de tanto tempo. Minha mãe e eu sempre parecemos 2 dondocas conversando sobre a vida. Depois fiquei com meu marido e as entrevistas pararam... Fiquei muito preocupada .E chorava. Uma amiga querida que vou chamar de Globeleza me disse: - Não fique preocupada. Não vai acontecer a mesma coisa, porque hoje você é uma pessoa diferente. As coisas serão diferentes.
A Globeleza estava certa. E foi tudo diferente. Nem melhor, nem pior... apenas diferente.
Mas era Dezembro e desencanei geral.
Fiz algumas entrevistas novamente e o interessante foi uma para trabalhar em uma agência marítima.
Cheguei traquilamente e comecei a falar da minha via profissional , as usual. Só que acredito ser muito segura das coisas que eu falo, porque a moça começou a ficar preocupada com a a minha liderança e da forma na qual me explicava, principalmente quando ela comentava algum problema que passava com um funcionário. Estava terminando a pós graduação e tive vários módulos sobre como gerenciar conflitos e etc. Nada mais natural do que, em um Bate papo, eu aponte as soluções. Bom.. enfim.. agente aprende. Aprendi que não devo ser menor do que sou para arrumar um emprego. Caso contrario, ficarei novamente frustrada e fazia somente 15 dias que estava desempregada. Então, ela acreditava que em um outro cargo em uma outra empresa do grupo eu me adaptaria melhor por ter mais campo para desenvolver a minha liderança. Eu resumo: Ela gostou muito de mim mas não para trabalhar com ela hahahaha!!! Eu iria devorá-la. hahahaha!!! E iria mesmo. Lá lembrava muito a empresa alemã.
Em outra empresa era para ser supervisora em uma agente de carga. Quando cheguei, conversei com 3 pessoas antes de conversar com uma mocinha que tomaria a decisão. Bom, ela era a atual supervisora e percebi que não conseguia controlar o departamento porque acumulava funções. Opa! Era minha oportunidade de me expressar. Afinal de contas, realmente precisavam de mim. Doce ilusão. Já descolada, percebi que não iria dar certo por ser bem mais qualificada que ela. Então, expliquei exatamente o que ela deveria fazer com o departamento de vendas e ela ficou feliz. Ajudei e ficou tudo certo.
Estava com 35 anos. Terminara a pós como desempregada. De novo!
Carro: Parati 98.
Não queria mais trabalhar em agentes de carga. As 2 experiências que tive foram muito ingratas e é um mercado ingrato mesmo.
Fui chamada para uma entrevista na Saúde. Gente! vejam só que roubada. Quando o rapaz me ligou e conversamos, ele me perguntou quais os sites que eu tinha meu CV registrado. Listei uns 10 sites e ele disse: Noooossa! Aí eu achei estranho e perguntei o nome da empresa dele. Ele falou o nome e enquanto conversávamos procurei a empresa na Internet e vi um montão de reclamações sobre ela. Na mesma hora eu falei com o carinha que estava visualizando algumas queixas e tals. Ele disse que não eram verdadeiras. Eu acreditei até porque minha agenda não andava tão lotada novamente e serviria de experiência novamente.
Cheguei em um prédio bonito até. Entrei e me surpreendi. Havia uma mocinha dark total mastigando chicletes e fazendo bolinhas. Um rádio portátil, velho, sintonizado na Mitisubishi FM mais alto que o normal. Exatamente como descreviam nas reclamações. Quando pedi para baixar o volume, a Dark fez cara feia e conseguimos ouvir o que o cara falava com um candidato na baia atrás de nós. Era muito igual ao que as pessoas diziam na Internet. Eles diziam que tinham uma oportunidade e que deveríamos contratar a assistência deles e etc... Parece história de SP TV né? mas era Verdade. Que babacas! Perguntei para a Dark se iria demorar muito e ela disse com a cara de pau que lhe era peculiar: -Só um pouco. Nossa! Peguei minhas coisas, desejei boa sorte aos outros conditados e fui embora.
Aprendi que por mais desesperada que você possa estar por um emprego, essa é a hora que os oportunistas SA-fados vão querer se aproveitar.
Não sou nenhuma Madre Teresa, mas se aproveitar da fragilidade emocional de alguém é um dos piores defeitos dos seres humanos. E ferrar o psicológico de alguém é outro.
Passei um mês em Minas com a minha filha e minha mãe. Foi muito gostoso estar com elas por um tempo, depois de tanto tempo. Minha mãe e eu sempre parecemos 2 dondocas conversando sobre a vida. Depois fiquei com meu marido e as entrevistas pararam... Fiquei muito preocupada .E chorava. Uma amiga querida que vou chamar de Globeleza me disse: - Não fique preocupada. Não vai acontecer a mesma coisa, porque hoje você é uma pessoa diferente. As coisas serão diferentes.
A Globeleza estava certa. E foi tudo diferente. Nem melhor, nem pior... apenas diferente.
Kkkkkkkkkkkkkk, Paty "Tô me morrendo de rir!!!!!!!"
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