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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Nada como uma onda, depois de outra onda

Lado positivo: Agora eu estava com uma conta bancária muito boa.
Lado negativo: Ninguém da empresa me ligou. Nem a Mari que eu almoçava todos os dias. Eu era um ícone de sucesso e agora nem sobre nome tinha. Entendi que meu nome era Vida da empresa Alemã e agora eu era só Vida. Que loucura!

Paguei minhas contas, mudança de ap,
meu carro que na época era o Twingo (o inesquecível) e
limpei meu nome. Ajudei minha família, renovei meu guarda roupa, comprei maquiagens novas, assinei a Catho, coloquei a faculdade em dia.

Me preocupava com a aparência. Tinha um currículo impecável da empresa Alemã e arrumaria um emprego em outro armador melhor ainda. Tinha a certeza que um dia eu entenderia tudo o que aconteceu e que se dane essas pessoas e essa empresa. Era pagina virada.

Um mês depois arrumei um emprego. Era uma boa empresa mas não era o que eu queria. Não era uma grande empresa que eu pudesse me projetar internacionalmente. Ganhava acima da média das pessoas da empresa e isso as incomodava. Além disso, era na zona Oeste e eu morava na Zona Sul. Cheguei a demorar 3 horas pra chegar na faculdade. Um dia o twingo quebrou na 23 de Março e tive que empurrar. Lembrei de quando pegava o ônibus de salto. Não tinha como negar, não estava bem.

Na intermodal de 2004 conheci o que era o Network. Encontrei a Fia que informou que um armador Italiano estava precisando de um pricing. Bingo! Era o que eu precisava. Iria morar na Itália! Obaaa! Voltava o ápice da minha carreira. Do ponto onde eu tinha parado. Perfeito! Seria um concorrente da Alemã e mostraria que o problema não era meu e a grande M que ela tinha feito em me demitir. Meus olhos brilharam! E não tinha nem feito a entrevista ainda. hahahahahaha.

Mas nada mais me importava. Estava otimista e as coisas iriam mudar para melhor! Teria a vida que vim buscar em São Paulo.






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