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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pé Frio...

Eu fazia as minha visitas tranquilamente. Com o tempo entendi que não posso perder o foco que as coisas só pioram. Afinal de contas meu trabalho é a minha vitrine. Quem é visto é lembrado.

Desde pequena tenho mania de banheiro. Minha irmã e eu íamos ao banheiro de todos os lugares e meus pais não entendiam nada. Um local só é bom pra mim depois que eu vou ao banheiro e gosto do ambiente. Quem já teve a oportunidade de estar no banheiro do Hard Rock Café em Orlando sabe o que é um Sr. BANHEIRO. Todos aqueles perfumes "importados" no balcão, aquele cheirinho de Estados Unidos... Eu tenho uma memória olfativa incrível! Lembro dos cheiros dos países que visitei. Guardo todos comigo na memória.

Quem faz visita sabe. São 3 ou 4 por dia e você tem que usar o banheiro dos outros. Pra mim era morte. Além de passar por dentro das empresas (na maioria das vezes) com aquela cara de quem vai usar o banheiro deles, alguns eram péssimos. Em uma das visitas não conseguia abrir o reservado e uma das meninas que entrou no banheiro me ajudou. Ela disse que tinha um "macete". Acreditas? Sentei pra rir depois de quase derrubar a porta. Ninguém merece!

As visitas sempre foram a melhor parte do trabalho. Sempre tinha uma forma de ter um contato pessoal muito bom.

Lembro que houve uma reunião em uma das empresas que foi um jantar em um restaurante Italiano no qual o cardápio era todo em italiano. A moça que estava comigo, muito polida falou: Como não sei falar Italiano vou querer o numero 562. Ufa! Beleza! E eu pedi 671 e o garson olhou pra minha cara , deu um sorriso e disse: 671 é sanduíche. Hahahahaha Até o cliente riu e eu pedi o mesmo que o dela pra não correr o risco de pedir uma sobremesa. hahahaha

Para chegar em algumas visitas tinha que enfrentar um transito danado. E as vezes o cara me recebia em 5 min ou me deixava esperando 1 hora. Mas o pior é ir lá na casa do Catzo e a pessoa me receber na recepção. Afff... mas o importante é vender. São ossos do oficio.

Outras vezes o cara não me atendia no telefone e ia na empresa. Pessoalmente ele vai me atender. Afinal de contas, ele era meu cliente e já tinha contrato com a empresa. Bati com a cara na porta! Vixe! Mas na próxima ligação ele me atendeu e foi bem gentil.

De alguns clientes ficamos amigos, outros nunca mais ouvimos falar.

Bom...Estava tudo bem. Eu vendia direitinho, tinha tesão. Estava começando uma coisa nova e tinha agarrado com unhas e dentes a oportunidade. Até que um dia o Mr. Log veio com um papo estranho de que a diretoria não falou nada em renovar o contrato da sala. Em um de seus 5 minutos ele disse que era melhor agente se coçar... Nesta hora eu comecei a ficar preocupada. Isso foi em Janeiro.

Neste Janeiro minha filha veio morar comigo novamente. E desta vez é na riqueza e na pobreza falamos uma pra outra. Não importa! Vamos ficar juntas. Eu queria sair do trabalho rápido pra chegar logo em casa para ficarmos juntas e eu poder cuidar das coisinhas dela ( parece até que é uma menininha, né? Tem 1,75m), estudarmos e fazer coisas de família. 15 anos já é uma idade complicada e precisava estar por perto.

De lá pra cá os stresses na empresa foram aumentando. Não havia definição de nada e o Mr. Log se encontrava em uma posição desconfortável de não participar das decisões estratégicas e nem ser consultado. Cabendo a ele fazer somente relatórios conclusivos que não valiam de nada para o conselho. Acho mesmo que eles nem liam.

Mas um dia, o Angolano - diretor financeiro apareceu na empresa pela manhã. Chamou o Mr. Log. Logo depois fui eu. Tranquilamente ele falou que a empresa iria fechar o escritório de São Paulo e que estavam dispensando as pessoas... pessoas não: O Mr. Log e eu porque a Prima.. é prima. Devo declarar aqui que foi a demissão mais traquila que tive. Ele foi objetivo e direto. Quase não falou do meu trabalho, só pra dizer que gostou e que me indicaria se precisasse.

O Mr. Log se virou pra mim e disse: A vida faz por nós o que não conseguimos fazer sozinhos.







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