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terça-feira, 6 de abril de 2010

Adios muchachos compañeiros de mi vida...


A Chilena era incompetente. Ela pedia algumas coisas muito sem sentindo e eu queria entender melhor para poder fazer melhor, por isso eu sempre perguntava pra que ou porquê. Mas era só para que eu pudesse fazer melhor o que ela queria. E um dia ela me chamou e disse que não queria ser mais questionada por mim. Tá bom. Não questionava... Mas não priorizava. E o pior é que ela esquecia o que tinha pedido tamanha a importância que ela dava as coisas. No fim ela foi mandada embora por incompetência mesmo e declarou para todos que estava se desligando porque a empresa estava passando por problemas financeiros. Tenho que dizer que todos, sem exceção, ficaram aliviados.

Depois eu soube que ela falou para todos do mercado que a empresa estava falida. Que feio!

Bom, mas a vida continuava. E ao contrario das outras vezes, eu participei da contratação de uma pessoa da minha equipe e acertei em cheio. Ela era muito boa e tinha potencial para ser melhor do que eu. Era tudo o que eu queria. Esperta pegou o trabalho tão rápido quanto eu pegava e a condição para que ela continuasse na empresa era voltar para a faculdade. E disso eu não abriria mão, porque a final de contas a empresa bancaria parte deste custo como acordado na contratação. Ela estava feliz. Logo depois contratamos outra profissional, mas esta era para ser Junior, sem muita experiência para que não atrapalhasse a liderança natural da minha pupila querida. Afinal de contas, iríamos crescer muito e a Pupila seria futuramente a coordenadora do departamento de Importação

Quando foi em outubro de 2008 recebi uma ligação de um armador francês para ser coordenadora de customer service (atendimento ao cliente). Iria coordenar uma equipe de 10 pessoas e meu salário aumentaria mil e poucos reais. Todos os meus esforços foram recompensados. Meu trabalho era minha melhor vitrine. Fiz a entrevista em uma quinta-feira e na sexta-feira o Francês me ligou dizendo que estava tudo certo. Era só para eu esperar receber o e-mail do RH para abrir a conta e etc.

Estava radiante! Passei o fim de semana comemorando o meu novo emprego. Yupi! Já me via em Marselle olhando para o Mar Mediterrâneo. Faria um curso intensivo de francês e isso seria meu diferencial.

Chegou segunda-feira... Estava com uma vontade de falar que eu iria sair. Meu coração batia a mil por hora. E nada da msg. Soube que a empresa teve problemas de e-mail e resolvi esperar até terça-feira.

Chegou Terça-Feira e nada do e-mail. Resolvi ligar e ele me pediu para esperar um pouco que deveriam estar mandando.

Chegou quarta-feira e a Angel (aquela minha amiga que acompanha minha carreira, lembram dela?) me disse que era para eu mandar um e-mail porque esses alto executivos são muito ocupados. E mandei. No mesmo dia ele me respondeu dizendo que com a crise mundial a França tinha mandado cancelar todas as contratações.

Meu mundo desabou. Acho que esse é o pesadelo de qualquer profissional. A verdadeira história de terror.

Broxei... A empresa argentina já deu o que tinha que dar e a pupila levava muito bem sozinha. Com isso a pressão sobre minhas vendas aumentou e com a crise piorou ainda. Em relatórios eu via que até na Argentina o volume de contêineres caíra de uma média de 3000/teus para 1500/teus. Tinha que vender... Mas não tinha carga! Todos estavam segurando para ver. Nada mais iria acontecer em 2008.

Não tinha como negar. Me arrastava para ir para a empresa e não controlava mais nada.

Em uma reunião o Argentino me chamou e a Toc estava lá. Nesta época eu não me dava bem com a Toc porque depois da saída da Chilena ela se achava a dona da empresa e controlava demais.

Depois de passar por tantas mudanças em empresas e fazer a pós graduação, eu entendi que as mudanças devem ser devagar. Havia bons profissionais dentro da empresa que estavam assustados com medidas de controle tomadas pela Toc. Éramos pequenos e não havia necessidade de tanta burocracia.

Nesta reunião o Argentino fez o que não deveria. Cobrou meu trabalho na frente da Toc. Claro que não queria conversar nada na frente dela. A verdade é que a equipe não estava colocando os valores corretamente no sistema e já havia pedido um treinamento que nunca ocorreu. Não poderia reclamar da equipe na frente da Toc, entende? Aí juntou com o fato de eu estar esgotada e de saco cheio, e disse que queria sair da empresa, mas não poderia pedir demissão porque perderia os meus direitos. Fui sincera. Que se dane!

Quando cheguei em casa pensei que eles não me demitiriam. Tinha feito muito pela empresa. Eles me dariam 30 dias de férias e eu voltaria mais tranqüila.

No dia seguinte o Argentino me chamou e disse que depois de conversar com os Super Mario Bros iria me demitir. Veio com um papo que sabia sobre a empresa fraccesa e não desmenti. Mas ele soube que a Chilena tinha atrapalhado meus planos ligando para a empresa francesa e fazendo fofoca. Preferí acreditar na história do francês. Afinal de contas não tinham mesmo contratado outra pessoa para o cargo e sim transferido uma menina para o setor.

Demitiram também outro comercial. Então acho que resolveram o problema deles de uma vez só. Que bom que a Pupila estava lá. Saí desta empresa tranqüila de ter cumprido tudo o que eu tinha proposto.

Sempre comparo o emprego a um casamento. No primeiro momento sempre estamos dispostos aos maiores sacrifícios para manter o casamento, e você aguarda que realmente haja um retorno deste amor. Quando ele não vem, você começa a trair, fazendo entrevistas de emprego e pulando o muro. Quando você já não faz mais a sua parte, é a hora do divórcio. É mais ou menos isso.

Já tinha 2 entrevistas marcadas e fiquei bem tranquila.


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